Domingo, Outubro 16, 2005

É ele, o grande Co.

O General Co, depois de dizer meia dúzia de banalidades e ser elevado ao estatuto de novo Eriksson do futebol português, acaba por falhar em todos os jogos ligeiramente mais complicados. Na Liga dos Campeões, com o Braga, com o Marítimo, com o Benfica.

Pior, depois de dizer que se visse lenços brancos se ia embora, primeiro desmente o que todo o país viu, ouviu e está gravado e a seguir afirma que só os adeptos do Benfica mostraram lenços brancos. Como um cobarde sem palavra, portanto.

Queixinhas ao Major 0 - 2 Campeões Nacionais

E pronto.

Sábado, Outubro 01, 2005

Está explicado.

Num post anterior estranhava, tal como o João Gonçalves do Terceiro Anel, que o Benfica tivesse dispensado um jovem jogador que marcou mais de 120 golos em 4 épocas como juvenil e júnior. Alertava também para o facto de já ter marcado 4 golos em 2 jogos pelo Casa Pia e para a rúbrica Olheiro da revista Dez desta semana, onde ia ser protagonista. Foi nesta rúbrica que percebi o porquê do Benfica romper com ele. Bastou uma linha na sua ficha técnica, linha essa com 3 palavras:

Representante: Paulo Barbosa.

Quinta-feira, Setembro 29, 2005

Man Utd 2 - 1 Benfica

Se me tivessem dito que era este o resultado por alturas do sorteio, não teria reagido. Nas contas para o apuramento para a segunda fase (no qual acredito) já contava este jogo como derrota (pelo menos à superfície, no fundo acredito sempre que o Benfica vai fazer um milagre).

Depois de ver o jogo, sinto-me triste e enganado. Triste porque podíamos ter empatado ou mesmo ganho o jogo, bastava um pouco mais de audácia. Enganado porque Koeman, depois do seu discurso durante a semana prometendo que ia jogar para ganhar, não o fez. Teve medo. Deixou que a equipa se encostasse. No entanto, o Benfica sofreu dois golos de bola parada, um deles obra do acaso e o outro de uma desatenção defensiva que já começa a ser habitual nestas jogadas. De resto, sem contar com alguns minutos entre o empate e o golo do United, a equipa bateu-se bem, não teve receios e mostrou que com a bola no chão tinha futebol de chega e de sobra para um Manchester United com a sua dose de matrecos na defesa e no meio campo.

Agora é ganhar com o Guimarães e ver como o Benfica se vai bater às An... ao Dragoum. Estou curioso para ver os jogos contra o Puorto e o Villarreal. Estou curioso para ver como Koeman os vai encarar. Até ao fim de Outubro vamos perceber definitivamente o nosso treinador.

Domingo, Setembro 25, 2005

Mitos.

Todos os anos parece haver um mito. O ano passado foi o melhor futebol do Sportém. O melhor de Portugal, um dos melhores da Europa e, quem sabe, do Universo. Esta ideia foi martelada pelo treinador, pelo Presidente, pelos jogadores, por alguns comentadores e pelos adeptos sportinguistas até à exaustão. A certa altura já era tomada como verdade inquestionável.

Este ano o mito é Adriaanse. Além de ser um "grande treinador" que aos cinquenta e tal anos ainda se encontrava no AZ Alkmaar e teve como única experiência num clube grande ser despedido ao fim de uns quantos meses no Ajax, o homem diz aquilo que já meio mundo disse e torna-se o herói das massas. Obrigado por explicar o óbvio, ainda que, como o Carlos Carvalhal bem lembrou, se tenha esquecido de alguns detalhes, como o nível de vida dos portugueses em relação aos holandeses. Ou o facto de sermos uns míseros 10 milhões em todo o país em relação ao número de pessoas que há em Inglaterra, França, Alemanha ou Espanha.

Depois, para Adriaanse, todas as equipas são defensivas menos o Puorto, única equipa a jogar futebol em Portugal, na Europa, no Universo, etc (a tal lenga lenga do costume). Adriaanse esquece-se, no entanto, que o Puorto gastou em aquisições nestas duas últimas épocas uma quantidade de dinheiro infinitamente superior à do Benfica, do Sportém e de praticamente todos os outros clubes da nossa liga (seja qual for o nome dela) juntos e por isso tem um plantel melhor que qualquer outra equipa neste país (do meio campo para a frente, pelo menos, tal como já sucedia a época passada). Difícil será não ganhar o campeonato, ainda para mais depois do avanço dado pelo Benfica. Mas mesmo assim vamos esperar mais umas semanas para ver se a superioridade nacional do Puorto se mantém e para ver como se sai o clube lá fora, onde os orçamentos são mais equilibrados.

Penafiel 1 - 3 Benfica

Jogo como convinha, resolvido (ou quase) logo no primeiro quarto de hora, para depois gerir o esforço a pensar já em Manchester. Mesmo aquele sofrimento nos minutos finais depois do golo do Penafiel acabou rapidamente, com um "golaço" (como o nosso treinador gosta de dizer) do Nuno Gomes (isto depois de outro grande golo do Simão, de pé esquerdo na recarga de um livre fora da área).

- O Manuel Fernandes está a falhar passes demais para um jogador naquela posição (ou em qualquer outra, mas ali no meio-campo quando a equipa está a transitar para o ataque é ainda mais grave).

- O Nuno Gomes está on fire.

- O Miccoli tem andado apagado depois do jogo do Lille. Parece-me que se os papéis se invertessem (com o Nuno Gomes mais avançado que ele) brilhava mais. Assim, sozinho no meio da defesa adversária, anda longe da bola e parece triste por raramente a receber.

Tiago Santos.

Há uns tempos o João Gonçalves, do Terceiro Anel, chamou a atenção para este rapaz.

Na semana passada, leio no Record que o mesmo Tiago Santos marcou 4 golos em 2 jogos pelo Casa Pia. Tem 20 anos e o contrato com o Casa Pia é até ao final da época. Tenho a sensação de que ainda vamos ouvir falar muito deste Tiago Santos e que os benfiquistas lá vão ter que engolir um sapo quando ele começar a dar que falar em escalões mais altos.

Para a semana não percam uma análise a este jogador na rubrica "Olheiro" da Record Dez.

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Luís Freitas Lobo.

Confesso que ao ler a sua rúbrica n' A Bola e o seu site, cujo link está aí ao lado, sempre me pareceu que LFL era mais um daqueles teóricos do futebol que fala do que não sabe. Como raio é que este gajo viu aquele tipo refundido de uma equipa de meio da tabela de um campeonato da Europa de Leste ou do continente Africano ou Asiático?!

Mas confesso que ao ver as suas participações nos programas da RTP N mudei de ideias. É, obviamente, um desses "teóricos do futebol". Mas sabe do que fala e é uma agradável novidade em relação aos comentadores do costume.

O Benfica está de volta.

As vitórias contra o Lille e a União de Leiria (para efeitos de arquivo, 1-0 e 4-0, respectivamente) trouxeram alguma tranquilidade aos adeptos e à equipa. E Miccoli trouxe mais imaginação, facilidade de remate e ajuda a Nuno Gomes e aos restantes companheiros de ataque. Quando Karagounis estiver a 100% e Koeman perceber que o Mantorras tem muito para dar, as opções vão ser ainda mais e melhores. Vamos ver como corre agora.

PS: E volto a bater nesta tecla: se o Manú cá estivesse...

Terça-feira, Setembro 13, 2005

Sporting 2 - 1 Benfica

Perdemos. Mas também podíamos ter ganho. O jogo foi pobre e o Sporting também não fez nada por aí além. Aliás, para um "clube em crise" e outro que supostamente joga o melhor futebol do país e tem uma das melhores circulações de bola da europa e a melhor pressão alta do universo, não se notou grande diferença. Essa sentiu-se no golo do Liedson, igual a um dos do ano passado, que já tinha sido igual a um golo do Jardel. E na expulsão do Ricardo Rocha (cuja justiça ou injustiça só se discute na base do critério do árbitro, sendo no entanto óbvio que o 33 tem que ter cuidado com estas entradas já demasiado habituais) que acaba por ser crucial.

Agora vem a Liga dos Campeões. Parece-me que o Koeman não é casumurro o suficiente para continuar a inventar na constituição do onze inicial e desconfio que vamos voltar ao 4-4-2, 4-2-3-1 ou a um 4-3-3 mais compacto. Talvez aí se encontre alguma estabilidade e se comece a jogar à bola. Não sei porquê, tenho muita fé no Miccoli (não como goleador, mas como um desequilibrador ao nível do Simão no seu melhor, coisa que muita falta faz: mais alguém que tenha ideias ou um rasgo em que crie algo). Mas também tinha fé neste jogo. Enfim.

Segunda-feira, Setembro 05, 2005

Talento em África

Já mencionei este assunto umas duas vezes, mas o que é dito por Mourinho, já se sabe, tem sempre outro peso.

Depois de elogiar o talento puro do anónimo jogador africano exemplificando com uma pequena análise a Essien, afirma o seguinte:

Para clubes portugueses sem condições económicas para comprar o talento já supervalorizado, talvez não fosse má política o investimento no futebol de base africano. Os franceses dominam nos Camarões, Costa do Marfim, Mali, Gana e... não se têm dado mal.

Por cá vamo-nos esquecendo de Angola, Cabo Verde, Moçambique...